Uma oração pela justiça

“Ai daquele que acumula o que não é seu, e daquele que a si mesmo se carrega de penhores! (Habacuque 2.6)

Senhor Deus, criador dos céus e da terra, Deus justo que amas a justiça e te empenhas em fazer prevalecer o direito, o juízo e a justiça no mundo que criaste. Nosso país passa por dias como nunca antes havíamos visto, quando o povo casou de esperar pelos seus  líderes e governantes, à semelhança do que disse o profeta Isaías, estão sendo acusados de serem rebeldes e companheiros de ladrões; cada um deles amando o suborno e correndo atrás de recompensas (Is 1:23).

Ó Senhor, justo juiz de toda a terra, olha para o nosso país com misericórdia e faze prevalecer a justiça. Suplicamos-te que tragas sobre nossos líderes e governantes culpados desta transgressão a mesma sentença que anunciaste por meio de Isaías: faze-os cair mortos pelo que fizeram. Não deixes que encontrem socorro, a fim de que não preservem a glória que construíram por meio da corrupção. Não afastes a tua ira de sobre eles até que pereçam (Is 10:1-4). Cumpre tua promessa de tomar satisfações aos nossos adversários e te vingar dos nossos inimigos. Volta a tua mão contra estes homens e purifica nosso país de tanta corrupção, restitui nossos juízes, a fim de sermos conhecidos como uma nação de justiça (Is 1:24-26).

Ó Senhor, não permitas que nossos líderes e governantes, que praticam tais atos que tu abominas, continuem impunes. Castiga a sua arrogância como fizeste com o rei da Assíria, pois ele dizia: “Com o poder da minha mão, fiz isto, e com a minha sabedoria, porque sou inteligente; removi os limites dos povos, e roubei os seus tesouros, e como valente abati os que se assentavam em tronos. Meti a mão nas riquezas do povo como a um ninho e, como se ajuntam os ovos abandonados, assim eu ajuntei toda a terra, e não houve quem movesse a asa, ou abrisse a boca, ou piasse” (Is 10:12-14).

Ó Senhor, à semelhança do que fizeste com o rei da assíria, envia contra estes nossos governantes que corrompem o direito a tísica, queima-os no fogo, consome tudo o que ajuntaram por meio da iniquidade, e faze com que a alma e o corpo deles se definhem como quando um doente se definha até a morte (Is 10:15-19). A ti somente pertence a vingança, só tu podes ver seus corações e conhecer seus intentos.

Ó Senhor, à semelhança do que fizeste ao rei da Babilônia, faz com que os nossos líderes corruptos que debilitam nossa nação sejam lançados por terra. O rei da Babilônia dizia em seu coração: “Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da assembleia me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (Is 14:12-14). Contudo, ao teu tempo, tu fizeste com que ele fosse precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo. Os que o viram derrotado contemplaram e disseram: “É este o homem que fazia estremecer a terra e tremer os reinos? Que punha o mundo como um deserto e assolava as suas cidades? Que a seus cativos não deixava ir para casa? Todos os reis das nações, sim, todos eles, jazem com honra, cada um, no seu túmulo. Mas tu és lançado fora da tua sepultura, como um renovo bastardo, coberto de mortos traspassados à espada, cujo cadáver desce à cova e é pisado de pedras” (Is 14:15-19).

De igual modo, Senhor, usa este momento tão importante na história política de nosso pais e derruba do poder aqueles que tu sabes que são culpados. Torna-os motivo de provérbio e motejo. Não deixes que eles tenham uma morte com honra, nem que sejam construídas sepulturas que relembrem os seus nomes. Antes, seja levantado contra eles um dito zombador como profetizou Habacuque: “Ai daquele que acumula o que não é seu, e daquele que a si mesmo se carrega de penhores! Não se levantarão de repente os teus credores? E não despertarão os que te hão de abalar? Tu lhes servirás de despojo. Visto como despojaste a muitas nações, todos os mais povos te despojarão a ti, por causa do sangue dos homens e da violência contra a terra, contra a cidade e contra todos os seus moradores” (Hb 2:6-8).

A ti Senhor pertence a justiça, mas a nós o corar de vergonha, pois dentre estes que praticam tais iniquidades temos visto aqueles que se chamam pelo teu nome. Que o castigo destes seja em dobro.

Ó Senhor, a ti pertence a misericórdia e o perdão, pois nos temos rebelado contra ti e não obedecemos à tua voz, para andarmos nas tuas leis, que nos deste por intermédio de teus servos, os profetas. Por isso, a maldição e as imprecações que estão escritas na Lei de Moisés, servo de Deus, se derramaram sobre nós, porque temos pecado contra ti.

Fazemos esta oração no nome e na autoridade daquele que morreu por pecados como estes. Em nome de Cristo Jesus, amém.

Sobre Daniel Santos Jr

Daniel Santos é professor de Antigo Testamento e pesquisador no Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper em São Paulo, Brasil. // Daniel Santos is Old Testament professor and researcher at Andrew Jumper Graduate Centre in Sao Paulo, Brazil
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3 respostas para Uma oração pela justiça

  1. simone dias kindlein disse:

    gostei dos 30 conselhos de frame. Não consegui postar lá. Também acho q as coisas devem ser simples, é amelhor e mais fácil maneira de atingir os corações. Conselhos são sempre bem vindo, ainda mais de alguem experiente e com coração sincero p Deus.

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  2. O problema do nosso pais com justiça e corrupção parece ser tão difícil ao nossos olhos de ser mudado, que se isso acontecesse seria realmente um milagre de Deus, me parece q só uma intervenção divina poderia mudar este quadro.Sim precisamos orar pedindo a Deus misericordia pela nossa nação.Já vivi o suficiente p acompanhar algumas mudanças,ainda que q hajam muitas coisas qfujam ao cristianismo autêntico, o cenário religioso mudou bastante nos ultimos 30 anos,creio q fruto da misericordia do Senhor sobre o nosso pais.

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  3. Muitas pessoas estão pregando o Evangelho acreditando que nossas orações precisam sempre ser suaves e sem nenhuma força de destruição, penal, judicial e de juízo da parte do Soberano Criador e Provedor de toda a criação. A oração do Dr. Daniel demonstra que o Evangelho não dispensa uma oração que clama por juízo e julgamento da parte de Deus. No final das contas, o Deus que salva por meio do Evangelho é aquele que também faz juízo “agora” e fará definitivamente um final “amanhã” na ocasião da volta de Cristo. O Deus do Evangelho é o Deus do julgamento contra os ímpios também. O Deus que justifica o ímpio é o mesmo que o condena. Sua ira derramada sobre Cristo na cruz jorra luz sobre o assunto no aspecto de que ele puni, sem dúvida alguma, o culpado. No caso de Cristo, aquele que assumiu a dívida do povo eleito de Deus, a una e santa Igreja imaculada do Cordeiro. Não andemos também como Cristo deseja e essa oração servirá inevitavelmente contra nós também! (E não adianta vir com essa conversa de que somos eleitos e, que em virtude disso, não poderemos ser objetos da ira de Deus. Geralmente esse argumento é de quem acha que é salvo, mas vive uma vida de farsa diante da Lei e do Evangelho de Deus. Uma vida de um não regenerado que acha ou pelo menos diz que é!)

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